quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sobre Design Editorial





Design Editorial - Rogério Abreu
Introdução
A partir de meados do século XIX, a literatura de massas coincide com os avanços tecnológicos. As revistas e os jornais têm vindo a desempenhar um papel significativo na vida quotidiana das pessoas, em quase todas as partes da sociedade: eles fornecem informação a todas as profissões, interesses, hobbies e fantasias. O aparecimento da televisão, levou muitas pessoas a pensarem que as revistas, os jornais e os livros iam desaparecer, em vez disso, tanto as revistas como os jornais adaptaram-se a situação e o número publicado hoje em dia excede em muito o publicado em tempos anteriores. A criação dos livros e dos jornais deve-se essencialmente a Guttenberg. Foi ele que criou tipos móveis, cuidadosamente desenhados e fundidos em metal. A sua máquina inovadora permitiu produzir aproximadamente 180 cópias de um livro, um número pequeno comparado com o que se produz actualmente, mas na altura eram vistos como um grande avanço. É com Guttenberg e a produção em escala que nasce o Design Editorial. São quase seis séculos desde então, repletos de mudanças, avanços e inovações. O Design Editorial é uma das áreas do Design Gráfico, que abrange tanto a produção editorial impressa quanto a digital, pois está presente em cada letra, em cada livro, jornal ou revista. Este especializou-se em três áreas: Design de Livros, Design de Jornais e em Design de revistas. Design de livros é uma das formas mais antigas de design editorial, considerada uma das áreas definidoras do design gráfico e talvez a base para a estruturação básica de publicação em geral. No Design de Jornal, a diagramação segue os objectivos e as linhas gráficas e editoriais desse impresso. As principais linhas editoriais para a diagramação incluem a hierarquização das matérias por ordem de importância. Preocupam-se de uma maneira geral em ajustar cada grelha, de modo a permitir fazer uma boa leitura da página. Design de Revistas tem sido uma das áreas do design gráfico mais influentes do design gráfico contemporâneo. Trabalha na organização e criação de revistas, desde a forma como a revista é encadernada e expedida, até à informação contida na capa, à estruturação e o tratamento do texto.
Design Editorial
Para podermos falar acerca do design editorial, não nos podemos esquecer quem é que tornou isto possível. O design editorial deu um grande salto no século XV com a invenção dos caracteres móveis, de Joham Gensfleish, mais conhecido por Gutenberg. A maior inovação de Gutenberg residiu na criação de moldes manuais para a fundição de letras soltas de chumbo. E foi através dessa invenção que hoje em dia, temos os jornais, revistas e livros. Na actualidade, o design de jornal, o de livros e o de revistas, são coisas que quando estão bem organizados não passam despercebidos, mas quando ocorre algum erro pode ser trágico, porque esse erro fica logo à superfície. A instrução profissional criado pelas “facilidades técnicas” do computador tem prejudicado o design editorial, na virtude em que o trabalho tem pouca qualidade é, realizado por designers que com pouca formação teórica e que imitam modelos e elementos sem conhecer o seu verdadeiro funcionamento interior. Todos conhecemos as várias divisões em que o design gráfico se divide. São três grupos: o design publicitário, que se ocupa por todo o material gráfico que provém da publicidade; o design corporativo que estuda todos aqueles elementos que constituem parte da comunicação corporativa de empresas e instituições e por ultima e o que mais nos interessa o design editorial que se interessa pela realização gráfica das publicações impressas. Como podemos ver os profissionais que trabalham na área do design editorial têm que possuir um grande conhecimento para que o trabalho impresso alcance o seu objectivo: transmitir a informação. Como afirma Geraldo Abud Rossi, em “Os desafios da interface ao design editorial”, que não basta que o design só se preocupe com a estética, mas também tem que se preocupar com a informação e em criar textos legíveis.
• Seguidamente desenvolverei as três grandes áreas em que o design editorial se especializou, mostrando em que temos os designer tem que se debruçar e quais serão as suas preocupações para conseguirem obter um bom trabalho editorial.
Design de Revistas
Design de Jornal
Design de Livros
Conclusão
O design editorial tem vindo a desenvolver-se ao longo do tempo, mas isso só foi possível porque houve um grande desenvolvimento da tecnologia. Até há pouco tempo os designers não puderam contar com as facilidades da informática, pois só a partir da década 80 é que o computador foi inventado. Ao longo deste trabalho, foram mostrados as três grandes especializações do design editorial: o design de revistas, o design de livros e o design de jornal. Como podemos observar estas três especializações tem muita coisa em comum. Ambas trabalham com publicações e têm tido as mesmas dificuldades na composição das páginas que vão, futuramente, ser impressas. Os designers que trabalham nestas três áreas devem ter um conhecimento de design gráfico e de design de informação pois como pudemos ver, além de se preocuparem com a estética, tem-se que preocupar com a forma como os leitores tem acesso à informação, pois não adianta que um designer tenha um bom projecto, cheio de cores e de imagens, mas quando se vai reparar no texto; ele aparece-nos ilegíveis e de difícil leitura. Ao longo deste trabalho tentei explicar algumas partes da revista e do livro e algumas das dificuldades que tanto os designers como os editores enfrentam para resolver um determinado problema

CONTRERAS, Fernando R., ROMERA, César San Nicolás - El diseño editorial:el libro, El deseño periodistico/ editorial, El deseño editorial: la revista. In “Diseño gráfico, creatividad y comunicación”. Madrid: Blur Ediciones, 2001.
DUPERRAY, Stéphane, VIDALING, Raphaëlle – Cover les unes deu siècle 500 couvertures qui ont fait l´histoire de la presse magazine mondiale. Hachette, 2002.
DUDD, Robin – From outeuberg to opentype and illustrated history of type from the earliest letterforms to the latest digital fonts. Ilex.
GORDON, Bob, GORDON, Maggie – O guia completo do design gráfico digital. Livros e Livros
• 101 reglas para el diseño de libros / ed.Albert Kapr. Havana: Editoriales de Cultura y Ciencia Ano 1985.
MAIA, Gil - Book of hours / Gil Maia. London Editor [s.n.], 1992.
MARTIN, Douglas – El diseño en el libro. Madrid: Ediciones Pirámide, S.A.,1994.
FOGES, Chris, ed. Lit.- Design de revistas - Lisboa: Destarte, 2000.
História dos Grandes Inventos. Portugal: Selecções do Reader’s Digest, S.A.R.L., 1983.
PRUDENTE, Cláudio – Documento WWW.In www.designgrafico.art.br. 31/11/2006.
ROSSI, Geraldo Abud – Os desafios da interface no design editorial. Documento WWW.In www.acontecendoaqui.com.br. 31/11/2006.
http://edcom.wordpress.com/
http://designerx.blogspot.com/
http://www.designgrafico.art.br/comapalavra/designparatodos.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Gutenberg
http://es.wikipedia.org/wiki/Johannes_Gutenberg
http://www.silk-road.com/artl/printing.shtml
http://www.escritoriodolivro.org.br/historias/burke.html





Design de Revistas
Introdução
Hoje em dia, as revistas são muito utilizadas e ocupam um lugar muito importante na cultura popular e na afeição dos seus eleitores. Mas ainda terão que se adaptar ainda mais para manterem a sua singularidade e valor, mas isso é o que os indivíduos que estão ligados as revistas, como escritores, editores e designers tem estado a fazer desde sempre. Se pegarmos em numa revista popular de qualquer área verificamos que o que tem de melhor é o seu testemunho estético, preocupações e atitudes contemporâneas – é o que torna as revistas tão interessantes. Quando passeamos pela rua e deparamos com um quiosque, podemos verificar que estamos perante uma exibição espantosa de revistas – dezenas por vezes centenas de capas, competindo pela atenção, cada uma delas tentando atrair-nos com as promessas daquilo que contêm. Muitas ostentam um nome familiar; internacionais: Vogue, Playboy, National Geographic e nacionais: Visão, Caras. É destas marcas que as pessoas se lembram quando pensam em revistas. Mas para além destas, existem muitas outras que por não terem títulos conhecidos não são colocadas na banca principal, mas que desempenham na mesma algumas funções: títulos de comércios, suplementos de jornais, revistam para clientes e fãs. Não esquecendo ainda das revistas na Internet, estas existem aos milhares e como todas as outras revistas fornecem informações aos leitores com interesses específicos, quer pessoais quer profissionais. Onde quer que exista um grupo de pessoas interessadas num determinado assunto, e um indivíduo ou organização com motivação suficiente para com ele comunicar, existe uma revista que estabelece a ponte entre ambos. A palavra “revista” tem origem na língua árabe na qual significa armazém. As revistas que lemos são acima de tudo uma colecção de diversas coisas – artigos, fotografias e publicidade – unidos por um traço comum. Revistas como National Geographic são exemplo desse armazém de informação sobre vários aspectos, reunidos por indivíduos especializados e que são bastantes importantes e úteis para aqueles que tem interesse nessa matéria. As revistas são compostas por vários elementos e conteúdo similares, elas são organizadas por várias pessoas, que apesar de terem profissões diferentes, se complementam. Resultam de um trabalho em equipa, mas obedecem a meios hierárquicos onde é dada grande importância ao título pela qual se exerce a profissão (editor, sub-editor, editor de configuração, editor colaborador, editor geral/ livre, director editorial). O responsável pelos conteúdos das revistas é o editor, que normalmente tem experiência jornalística. A tarefa dele é decidir o que é do interesse dos leitores e da revista, ou seja, que artigos devem ser utilizados, ou não na revista, de modo a que quando ela sair para o mercado chame atenção do leitor. Além disto, o editor tem que distribuir artigos, instruir os outros funcionários quanto à preparação da revista e tem que verificar que os conteúdos dos colaboradores tenham um bom nível para serem publicados na revista. Os restantes dos funcionários, também possuem um cargo – assistente de edição, jornalista, repórter, “features writer”, escritor sénior, correspondente, sub-editor, editor de informação, editor de configuração, editor associado, editor delegado, editor colaborador e redactor livre são tudo títulos que surgem frequentemente nas fichas técnicas das revistas. Cada cargo permite perceber que grau de responsabilidade que cada pessoa tem, por exemplo o editor de configuração, a sua responsabilidade é fornecer ideias base e em lidar com os “feature writers”. O sub-editor é responsável pela revisão de provas da revista procurando possíveis erros ortográficos ou gramaticais, incoerências estilísticas ou factuais. Além disso, pode também escrever os cabeçalhos, primeiras páginas e até dispor as páginas quando não existe nenhum designer para desempenhar esta tarefa. Para além do sub-editor, existe o editor de produção, que cuja responsabilidade é a de assegurar de que todo o conteúdo editorial e publicitário esta presente e correctamente reunido, projectado, revisto e impresso. É ele que também fixa os prazos de produção, ou seja, é ele que determina o dia quando é que os exemplares e as cópias são recebidos, que tempo levará os processos de substituição e de design, e quando é que as revistas precisam de ser impressas de modo a estar nas lojas a tempo. Por vezes o editor de produção está também a cargo do designer. Contudo, a principal tarefa de um director de arte ou designer é pedir e apresentar o material que foi pedido pelos editores e fornecido pelos jornalistas, fotógrafos, ilustradores, mantendo os prazos projectados pelo director de produção. Podemos verificar que não existe diferença entre as tarefas desempenhadas pelo director de arte ou designer, com a excepção de que um director de arte ou um editor de arte terão um ou talvez dois designers a trabalhar num nível abaixo deles e são esses indivíduos que dispõe as páginas concebidas e desenhadas pelo director de arte. O design de revista, e por extensão o seu director de arte desempenha varias funções, que tem de coexistir harmoniosamente se pretende que a revista funcione como um todo. Estas são descritas com maior detalhe em capítulos posteriores mas é adequado dizer aqui que normalmente incluem tornar a revista mais agradável para os leitores. Se todos os departamentos da revista (departamento de edição, design e produção) cooperarem ao longo de todo o processo com vista à produção de um produto final, obterão muito melhores resultados. Quando nos questionamos acerca dos locais em que são feitas as revistas, a primeira imagem que nos vem a cabeça é de uma sala de informação de um jornal, pois é uma imagem que já nos é familiar devido à televisão e aos filmes, ou seja, imaginamos um espaço grande e amplo, um centro de grande actividade com centenas de pessoas correndo para cá e para lá. No entanto, esta imagem tem vindo a desaparecer porque hoje em dia, devido a informatização é a criação de aparelhos como o fax e o e-mail, os jornais e as revistas tem empregue menos pessoas. Com o avanço da tecnologia tornou a produção de uma revista num negócio flexível, muito mais fácil e muito mais barato. A proliferação dos computadores pessoais significa também que as revistas podem hoje ser produzidas sem muitas das capacidades que eram requeridas há cerca de uma década atrás e num espaço físico mais pequeno. Todas as profissões têm os seus altos e baixos, as suas vantagens e desvantagens e a de designer não é diferente das outras. As desvantagens que esta profissão apresenta é que devido as mudanças rápidas dos prazos das revistas e ás contenções financeiras, o designer pode não ter tanto tempo para gastar num artigo. As revistas, no mundo real, têm vindo a fazer parte da vida diária das pessoas. Os leitores formam um elo emocional com os seus títulos favoritos – quer pelo seu conteúdo quer pela sua estética – e a revista é, consequentemente, uma das poucas áreas em que as pessoas atribuem alguma relevância ao design gráfico. O que vem a seguir vai-nos mostrar determinados aspectos do design editorial com que um director de arte se tem de defrontar, desde a forma como a revista é encadernada e expedida, até ao tratamento do texto. A revista tem que ser apelativa para os leitores num nível estético, mas de leitura agradável; a estrutura do design tem de ser flexível para ser compatível com qualquer tipo de conteúdo e tem que permitir que o leitor identifique isso como sendo pertencente a um determinado titulo. As páginas editoriais tem de coexistir com as páginas de publicidade, contudo, serem ofuscadas por elas, grandes quantidades de informação, com o preço e a data de edição, tem de estar presentes em formatos fáceis de manusear embora permanecendo discretas.
Embalagem
Capas da Frente
A capa de uma revista é algo que os directores de arte, os editores e os publicadores tratam com uma seriedade quase neurótica. Para uma revista que enfrenta uma competição feroz por parte dos seus vizinhos de banca, é a diferença entre estar 15% acima da média de vendas em qualquer mês e 15% abaixo. É óbvio que o conteúdo à a chave mas sem uma boa capa que atrai-a, em primeiro lugar, a sua atenção os leitores não saberão o que está lá dentro. A capa é fundamental na persuasão dos leitores quanto à escolha de certa revista em detrimento de outra. Mesmo que a revista não tenha informações importantes, a capa deve mesmo assim competir com tudo o que a rodeia pela atenção do leitor.
===Cabeçalhos=== Entre as revistas mais conhecidas as formas das letras que compõem o cabeçalho é quase tão familiar como o próprio nome. Isto é particularmente verdade nas revistas que têm mantido a mesma forma durante muitos anos. Paradoxalmente, quando os cabeçalhos atingem tal estatuto, os designers das revistas passam ter certa flexibilidade na sua implementação. A maioria dos cabeçalhos tem um design estável. As cores podem mudar ou talvez até o tamanho mas a letra permanece a mesma de número para número. Contudo existem revistas que rejeitam esta convenção, como é o caso da Blah Blah Blah, influenciada pelo cabeçalho da sua irmã Ray Gun, mudou o seu cabeçalho em cada número e mesmo assim permaneceu distinta e reconhecível um tributo ás qualidades do próprio design. Não nos podemos esquecer que as revistas são livres para fazerem os cabeçalhos mais subtis, utilizando uma letra mais pequena ou jogando o tipo de jogos que torne as capas eficazes. Imagens de Capa Como podemos verificar, a maioria das revistas tem imagens na capa. Actualmente, existem poucas revistas que contém histórias baseadas em texto nas páginas da frente ao estilo dos jornais. Há algum tempo atrás as capas eram vistas como meros embrulhos protectores das revistas e enquanto que a informação ai contida variava obviamente, pois eles não viam necessidade de mudar de imagem. Cada vez mais as revistas tem utilizado imagens que estão ligadas aos seus conteúdos, por exemplo as revistas baseadas em notícias, a imagem de capa tem haver com acontecimentos da semana ou do mês. Quer a revista seja um título de comércio ou suplemento de revista contem uma imagem. Existem dois tipos de imagem de capa: imagens de primeiro ícone, que pode ser rapidamente compreendido e apreciado em toda a sua extensão e imagens mais complexas e mais detalhadas que obriga a uma atenção em especial.
Subtítulos da Capa
A principal função dos subtítulos de capa é captar a atenção dos leitores, persuadindo-os a comprar uma revista em vez de outra. Mesmo quando a revista esta pré-vendida, os subtítulos são muitas vezes acrescentados para encorajar os leitores a ler aquilo que compraram ou apenas para preencher as suas expectativas sobre qual o aspecto que uma revista deve ter. A informação que surge nas capas recebe diferentes tratamentos quando variam de título para título, de modo a alcançar uma variedade de efeitos: uma aproximidade controlada, ou de só são enunciados os artigos mais importantes, pode sugerir um espaço de calma sofisticação: as capas que anunciam seu fôlego a recapitulação de todos os últimos produtos ou páginas de horóscopos podem querer sugerir que a revista é uma pechincha – “Tudo isto e ainda uma guia para televisão”. Todas as revistas, e em todos os seus números têm os seus atractivos que apelam à sua compra e usará neles o tamanho de letra ou a cor que permita que os subtítulos relevantes se destaquem não só em relação às revistas rivais mas também em relação aos outros subtítulos da mesma capa. Por vezes esses subtítulos dão pistas sobre a personalidade da revista
Código de Barras, Data e Preços
Quando pegamos numa revista, podemos observar que as capas são bastante atractivas, e que a informação que lá está aparece só serve para persuadir o potencial leitor a folhear ou até mesmo comprar a revista; deste modo, os cabeçalhos são feitos para apresentar um pacote atractivo ao leitor. Além destas informações também possui informações que são menos atractivos para o leitor como o preço, data e o código de barras. Esta informação não acrescenta uma fonte útil de informação ou uma diversão agradável ao objectivo da revista de ser de leitura interessante, é improvável que o designer de capa queira fazer dela um traço característico. Mas como é requerida, tem que ser incorporada no design da capa de modo que não prejudique o trabalho feito com os outros elementos que estão na página. O mais difícil de incorporar numa capa é o código de barras devido ao seu fundo branco pois implica que fique incongruente junto à imagem da capa. Embora nalguns casos o preço da revista possa servir como chamariz à sua compra, o leitor será usualmente capaz de prever o preço de uma revista. O preço deve ser imediatamente visível, mesmo que seja para conveniência do vendedor. Outro pormenor que os leitores dão importância é a data pois gostam sempre de comprar o número mais recente da revista. O publicador tem de decidir se a revista vai adoptar um sistema de numeração sequencial ou se vai identificar os números pela data de publicação. Ambos sistemas têm o seu mérito, uma porque dá a conhecer a idade e a autoridade da revista, enquanto que o outro permite que os conteúdos da revista sejam mais facilmente associados com um ponto específico no tempo se a revista for mencionada em data posterior.
Estilos de capas
A diferença entre um conjunto ou série temáticos das capas de revistas é pouca mas significativa. Ao longo do tempo isto torna-se num traço tão identificador da capa da revista quanto ao cabeçalho. A The New Yorker, por exemplo utiliza sempre ilustração na sua capa, e a Twen utiliza sempre uma fotografia colorida de uma rapariga ou varias contornadas a preto.
Séries de capas
Por causa da brandura de muitas capas de revistas, seria mais fácil aceitar que elas parecem semelhantes por causa de uma estética partilhada, do que a preocupação com dissidências. Contudo, algumas revistas individualizam-se por um distintivo estilo de capa que acompanha uma série de números. Isto pode ter por base o estilo de um fotógrafo ou um assunto particular. Nestes casos as capas fazem sentido quando vistas sozinhas ou em conjunto. O estilo torna-se fácil de conhecer um determinado titulo e ajuda a criar um sentido de continuidade entre os números.
Designers convidados
Por vezes o design de uma capa de revista não é feito na própria revista, pelos designers que trabalham para lá, mas sim fora dela. Normalmente convidam designers conhecidos, para darem o seu estilo pessoal, às revistas, quer num único número ou em vários. O designer convidado difere do fotógrafo ou do ilustrador encarregue de fazer uma imagem de capa específica já que lhes é dada toda a liberdade para fazerem a capa com quiserem. Para além disso tratando-se de um artista ou designer já estabelecido, o seu estilo distintivo ou o simples conhecimento de que foram eles que desenharam a capa pode aumentar a credibilidade da revista aos olhos do leitor.
Lombadas
As formas de encadernação utilizadas numa revista resultam em grande parte do número de páginas que contem, das considerações orçamentais e dos factores como a durabilidade que a revista deve ter, a maioria das revistas de banca contem centenas de páginas perfeitamente dobradas, deixando uma pequena superfície entre a capa da frente e a de trás que é muitas vezes ignorada – a lombada. Esta é importante pois pode conter marcas identificadoras, tais como o logótipo e o número da revista particular no meio de uma pilha horizontal. As revistas podem conter uma lista abreviada de conteúdos permitindo ao leitor o acesso a um artigo específico numa revista particular no meio de uma colecção. Por exemplo a revista Eye, contem na lombada informação sobre os seus artigos principais contribuindo para a percepção de que a revista têm uma utilização continuada como fonte de referência e de que será guardada depois da leitura. Mas por vezes a informação que vem contida nas revistas individuais pode também dar uma ideia de narrativa quando encarada no contexto de uma série de números. Estes pormenores que aparecem nas lombadas contribuem para a representação da revista não como uma compra única, mas como uma marca registada o que encoraja a lealdade e o consumo regular.
Capas de Trás
Tal como as capas da frente, as capas traseiras servem para atrair atenção e depois seduzem os visitantes para aquilo que é realmente importante. Mas as capas traseiras são muitas vezes consideradas como excedente quanto às necessidades relativas à promoção da revista e identificação dos seus conteúdos, razão pela qual são muitas vezes vendidas aos anunciantes que pagam valores acrescentados por tal posição proeminente. Contudo, algumas revistas escolhem privar-se desse montante extra de modo a fazer da capa traseira um traço característico. A Dazed & Confuse dá aos seus leitores duas capas pelo preço de uma; imprimindo uma segunda imagem em sentido inverso nas costas da capa. A utilização das capas traseiras para propósitos editoriais vai para além da funcionalidade; algumas revistas decidem colocar anúncios na capa traseira enquanto outras preferem marcar pela diferença, dando aos leitores uma razão para desejar a revista.
Encadernação
Devido ao custo, convenção, durabilidade e fácil manuseamento, que a maioria das revistas é feita em pequenos tamanhos e é para ser lida em formato de retrato, permitindo que a encadernação seja feita debaixo da extremidade. Por vezes aparecem revistas com formas invulgares e que obrigam que as encadernações sejam diferentes, menos convencional. A maioria dos designers prefere utilizar uma encadernação convencional devido aos custos. O que determina qual é o melhor método de encadernação é o número de folhas que terá essa revista, por exemplo uma revista com poucas páginas pode ficar melhor com grampos, que atravessam cada página de revista, incluindo a capa, para a conservar unida. Quando acontece o contrario, e temos uma revista com muitas folhas, requer uma encadernação perfeita sendo os vários grupos de folhas coladas à parte interior da capa, resultando numa lombada plana. Por vezes o designer opta por dobrar as folhas, seguindo o modelo do jornal quando o orçamento não chega para fazer uma boa encadernação. As revistas são impressas e encadernadas em secções e as economias da sua produção podem determinar qual a forma e tamanho de uma revista bem como qual o método pelo qual é encadernado. Quando nos desviamos do que é a norma a colaboração de um impressor de revistas especializado numa fase recente permite ao designer encontrar um tamanho, forme, espessura e tipo de encadernação que combinem bem juntos e que sejam economicamente suportáveis. Tiras de capa As tiras colocadas ao centro da capa tem uma variedade de utilizações pois pode ter um papel funcional, quer desencorajando o leitor a folhear a revista antes de a comprar quer permitindo ao publicador juntar um suplemento ou da revista ou publicitário à revista sem que se separem antes do comprar. Outra das razões para envolver a revista numa tira central está na possibilidade de vender espaço publicitário na frente da revista sem conter efectivamente publicidade na capa ou na possibilidade de esconder palavras que possam ofender ou infringir a lei. A tira presa com um botão à volta da frente da Nest desempenha este papel bem como sugere aos leitores o conteúdo da revista. Os leitores podem também inferir da utilização do pano e do acabamento com um botão totalmente funcional que a revista está uma légua acima das suas concorrentes em termos de preço. A primeira suposição é confirmada assim que pegam na revista; a segunda tem de esperar até que desapertem o botão.
Caixas e Sacos
Hoje em dia, a mão-de-obra está muito cara então encadernar revistas numa caixa além de cara não é prático para publicações com ampla circulação uma vez que os acabamentos têm de ser feitos a mão. Contudo, à pequenas revistas que fazem este tipo de acabamento. Enquanto que muitas revistas são para ler e pôr de lado, algumas são criadas para ser guardadas e muitas destas dão aos seus leitores meios de protecção e organização das suas colecções, tais como encadernadores de marca ou caixas especialmente produzidas. As capas e os sacos são também muitas vezes utilizados para proteger as revistas quer na prateleira quer no correio. Alguns designers fizeram disto uma virtude imprimindo um desenho na própria manga protectora ou criando uma embalagem, cuja construção torna o desempacotamento do produto em algo agradável.
Formato
Pequeno/ Largo
A maioria das revistas são de tamanho e forma similar, para poderem ser distribuídas através de correio ou vendidas nas bancas e porque as impressoras que são utilizadas para imprimirem as revistas só funcionam com revistas de tamanho padrão. Um desvio muito grande à regra implica um aumento dramático no preço da impressão, pois quanto maior for a impressão mais cara se torna e obriga que o preço final da revista aumente. O padrão A4 também tem vantagens ao nível do design: é suficientemente grande para permitir uma quantidade razoável de palavras e imagens em cada página e, ao mesmo tempo, suficientemente pequena para permitir uma leitura manejável. Muitos directores de arte consideram que as vantagens de produzir uma revista deste padrão ultrapassam as desvantagens. A desvantagem de uma revista com um tamanho abaixo da média pode lembrar um livro, com a concomitante associação de permanência, manutenção e substância. Uma forma maior do que a usual dá ao designer mais espaço para brincar – útil se a revista tem, por exemplo, um artigo de fotografias de muito detalhe e boa qualidade.
== Navegação ==
Páginas de Índice
Para uma parte pequena da revista, a página que contem o índice tem de funcionar muito bem. Embora, como o nome sugere a sua função primaria, seja a de dar a conhecer ao leitor o que está na revista e onde surge, e tem que desempenhar muitas outras tarefas no topo destas: uma secção do cabeçalho indica o nome e a função de todos os que trabalham na revista. E em muitas revistas incluem também informação de fundo sobre os seus colaboradores, ou pequenas antecipações daquilo que cada um experimentou ao preparar a sua contribuição.
=== Créditos === Tal como foi descrito nas últimas páginas, as páginas de indicie quase sempre contem informação sobre os colaboradores da revista – mesmo que seja só o seu nome. Frequentemente são adicionadas detalhes biográficas ou anedotas engraçadas quer para aumentar a credibilidade dos escritores – e consequentemente da revista – aos olhos do leitor, quer apenas para dar uma ideia de personalidade aos procedem então num estádio recente.
Editoriais
A coluna do editor ou editorial, surge normalmente na paginas de indicie ou perto dela e difere do resto do conteúdo da revista por ser uma comunicação directa do editor para o leitor – o equivalente à coluna de um jornal onde o editor pode escrever a sua opinião sobre qual assunto. Embora exista pouca diferença entre as revistas no que respeita ao estilo – afinal de contas é apenas uma coluna de texto – muitas vezes os leitores apreenderão inconscientemente muitas coisas sobre carácter da revista através da informação que rodeia o editorial: uma fotografia do editor e uma assinatura feita a mão pode significar um carácter agradável e comunicativo.
Divisores
Os divisores são utilizados para anunciar quer uma mudança de secção quer o início de um novo artigo. Onde o espaço é valioso, como sucede nas revistas a sua utilização traduz a importância da informação realçada e dá uma sensação de compasso e ritmo ao longo da publicação. Os separadores podem tomar a forma do artigo central, uma página esquerda dedicada a ilustração, com os inícios dos artigos à direita. Neste caso o separador não é diferente da ilustração. Inconscientemente o leitor nota que o próprio artigo começa depois do separador e reconhece a página por aquilo que ela é – uma indulgência. Mesmo quando o separador tem um título, a sua posição sugere que a sua função é tanto dar espaço ao leitor para respirar como ilustrar o texto que o segue.
Mudanças de secção
As revistas contêm muita informação. Essa informação está dividida em artigos e suplementos; os artigos são aqueles artigos que se prolongam ao longo de várias páginas e os suplementos são os itens mais curtos; noticias ou listagens. É pratica comum distinguir entre os dois designs utilizados e embora que não existam regras para fazer, o exame de uma amostra de publicações seleccionada ao acaso mostra que diferentes tipos e tamanhos de letra, standfirsts mais longos e títulos maiores para os artigos.
Standfirsts
O modo de apresentar as linhas iniciais de um artigo é impreciso. O cabeçalho é o título do artigo e as poucas linhas que o seguem são o standfirst, pois este fica entre o cabeçalho e o texto do artigo. Tem duas funções: é uma espécie de sumario daquilo que se segue, para dar uma ideia ao leitor se há-de continuar a ler ou não. Em segundo lugar, orienta o leitor tomando parte uma hierarquia de informação – cabeçalho, standfirsts, texto – que torna a leitura mais fácil. Como se tem vindo a notar, ler é uma actividade stressante para várias pessoas, então os designers e os escritores tem tentado arranjar novas formas para que a leitura não o seja. É por essa razão que os directores de arte utilizam letras maiores a negrito no standfirts, para que o leitor ganhe algum interesse no artigo.
Estrutura
Paginação
A paginação de uma revista, refere-se a ordem pela qual os artigos surgem nas páginas; se elas estão em metades da pagina, singulares ou duplas, e a distancia entre elas, que normalmente estão preenchidas com publicidade, para dar um compasso regular e ênfase à revista. Mesmo se não disser aquele conjunto de artigos no início da revista, por exemplo dá um sentimento desequilibrado ao todo, pode até parecer menos obvio do que acabar um artigo na página da esquerda e começar outro na direita; parece um pouco incongruente. A estrutura de uma revista é essencialmente linear – é aceite que o leitor comece na capa da frente e leia sem interrupção até ao fim. Mas isto nem sempre é verdade porque ambos sabemos que os leitores não fazem isso, então a colocação de um índice e de numeração permite que o leitor salte logo para a página que lhe interessa. A paginação de páginas é um importante macro na produção de qualquer revista. É um esforço colaborativo e que envolve muitas pessoas.
Publicidade
Todas as revistas resultam de um trabalho em equipa, ou seja, onde cada departamento dá a sua contribuição. Tenho vindo a falar de vários grupos ao longo deste trabalho só que ainda existe mais um, só que tem estado silencioso, esse grupo são os anunciantes. Os anunciantes, em termos de publicação, são o cliente da revista. A venda do espaço publicitário é a base sobre a qual a maioria das revistas sobrevive financeiramente. Aqui é que entre os anunciantes, eles pagarão para estar em certas partes da revista – a parte interna das capas, a capa de trás, uma página apresentando matéria editorial ou a primeira terça parte da revista são os tipos de posições específicos e desejáveis. O designer tem de estar cientes disto quando consideram ideias para uma revista. Em algumas revistas, especialmente as de comércio específico ou aquelas que contem anúncios classificados, o design da maioria da publicidade será feito internamente pela campanha publicadora. Tipografia Normalmente, quando os leitores deparam-se com páginas que contem longos textos, mudam logo de pagina porque não tem paciência para os ler. O trabalho do designer é tornar mais agradável a leitura e isso só é possível através da utilização ponderada dos caracteres tipográficos e das imagens. A maioria dos designers editoriais confia numa série de “truques” tipográficos para fragmentar o texto e injectar um ritmo e energia no planeamento sem confundir o leitor ou desviar a sua atenção daquilo que é realmente importante, ou seja, o conteúdo. Um dos truques para chamar atenção é colocar os cabeçalhos e os standfirsts em caracteres grandes e a negrito. Métodos mais subtis utilizados pelos designers incluem a utilização de uma inicial de tamanho fora do comum no início do texto.
Legendas
O design tem haver com a interacção entre o texto e as imagens, e isto é particularmente nítido no design de revista. Nas revistas, ao contrário do que acontece com os jornais, existe uma maior interacção entre o texto e as imagens, pois em alguns casos o texto suporta a imagem e noutras a imagem existe para suportar o texto. Isto pode ser visto em microcosmo no caso das legendas, pois são como um elo de ligação metafórico entre o texto e a imagem. As legendas tem varias funções, por exemplo podem ser uma informação que nos guia pela pagina; informação suplementar relativa a uma imagem especifica ou informação suplementar à parte principal do texto. Um dos mais importantes das legendas é o estabelecimento de um mecanismo que identifique claramente que legenda se refere a quê. Isto é atingido quando colocamos a legenda em baixo da imagem. Contudo, se o designer acha que o leitor estará suficientemente motivado para navegar num mecanismo mais complexo ou se não existe espaço na página perto da imagem, pode ser instituído um sistema mais complexo, ou seja, em vez de ter a legenda ao pé da imagem, como é usual são colocadas símbolos ou numeração para remeterem a legenda para outra parte da página.
Imagens
=== Ilustração === Hoje em dia, a ilustração tem tido os seus altos e baixos, mas apesar destas oscilações continua a ser utilizada no mundo do design. Um director de arte tem duas opções para a capa principal da revista: uma ilustração ou uma fotografia. A ilustração pode ser utilizada em casos em que, o texto se relaciona não como uma pessoa ou lugar específico mas como um modo geral, enquanto que a fotografia assento na existência de um objecto físico para fotografar, os ilustradores só tem como matéria a sua imaginação. A ilustração é utilizada com mais frequência nas revistas que lidam com coisas abstractas ou com pensamento filosóficos, porque são temas que não tem uma existência física e é mais fácil utilizar a ilustração para as representar (utilizara imaginação para representar estes temas). Uma de muitas qualidades da ilustração é que as palavras podem ser incorporadas sem limites na ilustração de um modo que é impossível nas fotografias.
Sistemas
Sistemas de informação
Embora todo o artigo de revista seja tornado artigo e navegável pelo design a destreza do designer é particularmente importante quando o artigo não é uma narrativa formada por palavras, figuras ou ambas, mas um conjunto de figuras ou séries de pedaços de informação que assume o seu significado pelo modo seguro o qual estão justapostas. Exemplos incluem mapas, gráfico, tabelas e listas. Nesta ocasião quase podemos dizer que o design se torna na história. Por vezes surge nas revistas permutas de todos os elementos, anteriormente referidos. Alguns são utilizados para encher as páginas quando por algum motivo não há inspiração. Outros, permitem a comunicação de um conjunto de informação complexa de modo que é fácil de interpretar e interessante deter, num espaço pequeno.
• O designer necessita de uma aproximação sensível ao tratamento do tipo de letra e imagem, mas também, de uma boa compreensão do assunto que tem em mão para poder imaginar um sistema de informação apropriado.

Concurso de Design Tropico Expressions

http://www.revistamakingof.com.br/22,15707-que-tal-desenhar-uma-prancha-de-surfe-bem-especial.htm

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sobre Branding


BRANDING
Branding como integrador e multiplicador

Branding é uma filosofia de gestão de marcas. Seu objetivo é criar uma relação de valor entre marcas e pessoas.
Faz as marcas relevantes para as pessoas.

(livro de personalidade da marca)

O objetivo de uma marca não é atingir seu público. O público não é um alvo.
O público é feito de pessoas. Pessoas escolhem com que marcas querem se relacionar.

Vendas – comunicação corporativa – propaganda – produto – ações sociais e culturais – telemarketing – eventos e ações promocionais – relações públicas – Internet(new media) – PDV, varejo.

Dicionário de branding

Análise Swot – Determinação de forças, oportunidades e ameaças à marca, fundamental para a definição do seu posicionamento.

Arquitetura de marcas – Sistema de organização que determina como a empresa se apresenta ao mercado e a todos os seus públicos, definindo as relações entre suas marcas e sub marcas.

Atributos – São as principais características da marca, que devem ser valorizadas através da comunicação.

Brand Engagement – o alinhamento organizado de pessoas existente por trás de uma marca, assegurando serviços, produtos e entregas –consistentemente.

Brand Equity – Conjunto de ativos, ligados à marca, agregam valor a uma empresa, produto ou serviço. Valor intangível, porém mensurável, da marca.

Brand Extension – É a entrada da marca em outra categoria, como um novo produto ou serviço relacionado à marca-mãe.

Branding – Postura empresarial que coloca o relacionamento entre marca e consumidor no foco da gestão corporativa, alinhando produtos, serviços e comunicação em torno de uma mensagem clara e relevante para todos os seus públicos.

Co-branding – Parceria entre duas ou mais marcas em torno de uma oferta, evento ou ação comum.

Digital branding – A utilização da mídia digital para criar, construir, geenciar e revitalizar a relação entre a marca e seus públicos.

Diretrizes visuais – complementar e fortalecer a linguagem gráfica da logomarca, permitindo maior força, consistência, impacto e diferenciação na expressão visual da marca.

Endobrand – Metodologia de difusão da personalidade da marca dentro da empresa, através de palestras, workshops e ações de comunicação, visando transformar colaboradores em embaixadores da marca.

Endosso – Dentro da arquitetura de marcas, é o uso de identidade da marca-mãe para dar suporte e credibilidade para as submarcas.

Essência da marca – Tradução do que a marca tem de único. Aquilo que a difere de outras marcas.

Experiência da marca – Experiências sensoriais que marcam a memória emocional dos públicos. Um instrumental que desenvolve as novas maneiras através das quais a marca vai surpreender, impactar e gerar relacionamentos com as pessoas.

Identidade verbal – O conjunto de todas as formas de expressão dos atributos mais importantes da personalidade da marca e principais pontos a serem trabalhados.

Image Gap – Metodologia para a determinação dos atributos mais importantes da personalidade da marca e principais pontos a serem trabalhados.

Imagem da marca – A percepção dos públicos sobre a marca: um pacote completo de pensamentos e sensações associadas à marca, empresa, produto ou serviço.
A imagem de marca varia em função dos valores, atitudes e experiências promovidas pela marca.

Line extension – Desdobramento de uma linha de produtos ou serviços. Com as mesmas características essenciais da marca-mãe, mas oferecendo um novo benefício como sabor, tamanho, tipo de embalagem etc.

Marca – A soma de todas as características tangíveis e intangíveis de uma empresa ou produto. Envolve desde o seu nome, embalagem e preço até a sua história e reputação.

Marca-mãe – Marca forte que tem a capacidade de representar a essência de uma empresa, produto e a ela associados. A marca-mãe transmite seus valores de marca diretamente ou através de Endosso.

Missão – A razão de ser da empresa: sua postura, atitude e caminho a se seguido para atingir sua visão da marca.

Naming – Processo que consiste na tradução da essência da marca num nome, que identificará a sua personalidade de maneira impactante, inusitada, atraente e relevante para os públicos.

Performance da marca – A avaliação do desempenho da marca a partir de diferentes ferramentas de mensuração, definindo diretrizes para o aumento da performance e seus resultados.

Personalidade da marca – O que define quem é a marca: o que a torna única e relevante, como ela deve se expressar para impactar pessoas, negócios outros marcas. O processo de criação da Personalidade da Marca define as diretrizes de branding necessárias para a construção de uma marca de sucesso.

Plano de comunicação – O planejamento estratégico para definir desafios, objetivos da comunicação, públicos, mensagens-chave e ferramentas de comunicação a serem utilizadas pela marca.

Posicionamento da marca – Statement que define a postura da marca, fazendo com que ela se diferencie de outras marcas. Forma como a marca é percebida pelo mercado e pelos públicos.

Promessa – A promessa (ou slogan) concretiza a essência da marca para seus públicos, ou seja, torna a personalidade de marca tangível através de uma mensagem que deve ser transmitida em toda a comunicação.

Revitalização da marca – Análise e revisão de uma marca, começando pelo seu posicionamento e culminando com a criação de sua nova comunicação.

Símbolo – Sinal abstrato, que representa a marca.

Submarca – Marca de produto ou serviço que tem personalidade e valores separados da marca- mãe. Produto ou serviço que tem a sua própria identidade.

Tipologia – O tipo de letra escolhido especialmente para a comunicação da marca, Pode ser diferente da fonte escolhida para a assinatura básica da marca.

Valores – Princípios éticos que guiam a postura da empresa e de seus colaboradores no dia-a-dia.

Visão – Estratégia de negócios da empresa: uma meta desafiadora e inspiradora que define onde a marca deve chegar, e em quanto tempo.

Voz da marca – Diretrizes que norteiam a expressão verbal da marca, os ¨dos and dont´s, o tom de linguagem a ser utilizada, os atributos e exemplos à sua personalidade.

TrenDsignESPM

Vale a pena e ano que vem tem mais. Aguardem!!!!

Anuário 2009 ESPM

Anuário ESPM, bela oportunidade para os acadêmicos destaques de plantão.

10+10 mandamentos da criatividade

Os 10+10 mandamentos da criatividade.

20 dicas e pensamentos para você desenvolver a criatividade

ESPM - Professor Rogério Abreu

1. NOTE E ANOTE TUDO. Crie o hábito de anotar tudo que você vê, lê ou venha a lembrar. Tenha sempre à mão – lápis, caneta e papel –, jamais, confie na memória. "Você está sempre livre para mudar de idéias e escolher um futuro ou um passado diferente" (Richard Bach).

2. AVALIE AS ANOTAÇÕES. Defina um dia da semana e faça uma avaliação em suas anotações. Separe as melhores idéias ou coloque-as em ordem de importância. "A vida não é ter na mão boas cartas, mas sim saber jogar com as cartas que ela nos dá" (Josh Billinge).

3. FAÇA UM ESTOQUE DE IDÉIAS. Arquive de forma simples e de fácil acesso. Procure separá-las por assuntos. Idéias para melhorar sua eficiência, sua qualidade de vida, seu relacionamento com a família e às pessoas. "Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha" (Confúcio).

4. VEJA E OUÇA ATENTAMENTE. Aprenda a enxergar nos olhos das pessoas o que elas gostariam de dizer e ao ouvir perceba as coisas que não foram ditas. "Você é aquilo que você faz continuamente. Excelência não é uma eventualidade – é um hábito" (Aristóteles).

5. VEJA AS COISAS COMO SE FOSSE A ÚLTIMA VEZ. Tudo deve ser observado com cuidado e atenção. O processo criativo passa por algumas fases: preparação, incubação, iluminação, verificação e avaliação. Ligue-se nos "detalhes" – são eles que fazem a diferença –, "Aproveite bem as pequenas coisas. Algum dia você vai saber que elas eram grandes" (Robert Brault).

6. ATIVE A SUA CURIOSIDADE. Veja tudo como se fosse a primeira vez, observe os lugares e as coisas. Fale com o maior número de pessoas, independente da sua classificação social, raça ou religião. "Poucos rios surgem de grandes nascentes, mas muitos crescem recolhendo filetes de água" (Ovídio).

7. CRIAR DEVE ASSOCIAR-SE ÀS PESQUISAS. Acostume-se a fazer perguntar: O que, Como, Por quê, Onde, Quem, Qual, Quando. "É melhor fazer algumas perguntas do que achar que sabe todas as respostas" (James Thurber).

8. AMPLIE O SEU CONHECIMENTO. Assista filmes (independente da época que foram produzidos), faça viagens, leia livros, conheça novas pessoas, assista transmissões esportivas, musicais, palestras. "As idéias são como filhos errantes: aparecem quando menos se espera" (Bern Willians).

9. NUNCA "ACHE" NADA. PROCURE "ENTENDER". Não faça julgamentos precipitados através da "achologia". Ser criativo requer dedicação, metodologia, determinação e persistência. "A excelência consiste em fazer algo comum de maneira incomum" (Booker Washington).

10. MANTENHA O CÉREBRO LIGADO. Você tem de estar atento à todas possibilidades. Numa fração de segundos, uma nova idéia poderá passar a sua frente e a sua mente deve estar aberta para recebê-la. "O ontem, foi-se. O amanhã pode não vir. O que temos é o agora" (Plutarco).

11. SEJA OTIMISTA E POSITIVO. O ser criativo visualiza insistentemente os pontos fortes das "coisas"; nas relações profissionais, de lazer e familiar. Pensar e agir com otimismo, contribui na realização dos objetivos. "O covarde nunca tenta, o fracassado nunca termina e o vencedor nunca desiste" (Norman Vincent Peale).

12. TODO DIA É DIA PARA PENSAR. Defina um local e separe todos os dias dez minutos do seu tempo. No final de um mês você terá utilizado 300 minutos ou cinco horas. "Quem mata o tempo não é um assassino é um suicida" (Millor Fernandes).

13. AS GRANDES IDÉIAS NASCEM DE PEQUENOS "LAMPEJOS". Portanto, seja persistente. Combine, adapte, altere, diminua, aumente, associe, substitua, reorganize e se ainda não encontrar a utilização da sua criação, inverta tudo. Nunca desista. "A visão sem ação não passa de um sonho. A ação sem visão é só um passatempo. A visão com ação pode mudar o mundo" (Joel Baker).

14. COMBATA OS DESEQUILÍBRIOS DA VIDA MODERNA. Pessimismo, barulho, tabagismo, alcoolismo, negativismo, fadiga e outros excessos que o levem a irritação e desequilíbrio. "Tudo de bom acontece às pessoas com disposição alegre" (Voltaire).

15. CULTIVE O BOM HUMOR. A criatividade depende do seu senso de humor. Mantenha-se de bem com a sua vida e as coisas que a rodeiam. Veja as coisas com alegria e desprendimento. "O segredo da felicidade não é fazer sempre o que se quer, mas querer sempre o que se faz"

(Leo Nikolayevich, Conde Tolstoi).

16. TENHA CORAGEM E AUTOCONFIANÇA. A coragem deve estar atrelada à sua determinação "de poder atingir o que deseja, quer e acredita". A autoconfiança, desenvolvida através de habilidades, atitudes e autodesenvolvimento. "Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos" (Eduardo Galeano).

17. SAIBA UTILIZAR O SEU TEMPO. Deixe a ociosidade de lado e aproveite ao máximo o tempo que é só seu. Lembre-se de que a maioria das grandes idéias foram criadas nos momentos ociosos de seus criadores. "Minhas invenções são fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração" (Thomas Edison).

18. UM PRODUTO PRONTO DEVE SER APRESENTADO. Mesmo que a sua idéia não esteja totalmente concluída, coloque-a em prática e vá acertando, até atingir a finalização. Lembre-se de que é muito melhor colocar uma pequena idéia em prática que uma grande idéia arquivada. "Nunca é tarde para tentar o desconhecido. Nunca é tarde para ir mais longe" (D''Annunzio).

19. SAIBA DESCOBRIR OS EVENTUAIS DEFEITOS. Exija do seu subconsciente e faça-o atuar. Ele precisa dia e noite, ser alimentado de cada passo dado na finalização das idéias. Reestude. Verifique. Repense. E encontre onde foi cometido o deslize. "O pessimista é aquele que reclama do barulho, quando a oportunidade bate à sua porta" (Michael Levine).

20. APROVEITE E DESFRUTE DOS RESULTADOS. A criatividade não deve ser entendida como um dom ou algo que só os iluminados possuem. Todo ser humano possui e pode explorá-la. Basta querer fazer com que as idéias fluam e transformemse em realizações. Uma vez produzidas é só usufruir. "Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis" (Seneca).